Perguntas frequentes - Bebés

Para o bom desenvolvimento do bebé, para além da alimentação e da higiene, é também necessário zelar pelo seu bem-estar emocional. O bebé precisa não só de afeto mas de uma boa relação de vinculação, de proteção e também de segurança para o bom desenvolvimento da sua personalidade.

O recém-nascido é um ser vulnerável que está disponível a interagir com as pessoas que o rodeiam e a receber todo o seu afeto. Necessita dos estímulos da mãe e do pai para desenvolver a ligação entre eles.

Repare como ele reconhece o seu cheiro, a sua voz, o seu toque e se acalma.

Para prolongar as ligações tão íntimas que uniram mãe e filho durante a gravidez, e assegurar o seu bem estar, há procedimentos básicos que devem constar na relação com o bebé!

Reforçamos as vantagens de:

· Dar colo ao seu bebé. Segure-lhe a cabeça e o pescoço enquanto ainda não o faz sozinho. Evite abaná-lo, pois os movimentos bruscos e repetidos podem lesar o seu cérebro.

. Cantar para o bebé, trautear canções melodiosas e simples.

· Olhar o bebé nos olhos e ter conversas animadas com ele, respeitando-o nos seus momentos de resposta.

· Dar-lhe mimos e embalá-lo. 

· Passear com o bebé na rua e em casa.

· Fazer cócegas ao bebé e rir com ele.

· Explorar as cores e os sons.

· Usar a massagem, porque o toque tem o poder de acalmar o bebé e aumentar a vinculação com os pais.

· Estimular o seu filho em momentos tão importantes como a altura do banho.

As crianças têm memória e, quanto mais se investir na sua estimulação precoce e na qualidade de atenção que lhes prestamos, mais contribuímos para o seu desenvolvimento saudável.

Não tenha receio de cometer erros! Não há pais perfeitos!

O mais importante para uma boa vinculação será sobretudo a sua disponibilidade, proximidade e afetividade para com o seu bebé, ainda enquanto está na sua barriga, sobretudo a partir do segundo trimestre.
Esteja atenta ao seu bebé, através dos movimentos fetais, mostrando-lhe o seu afeto por meio de conversas e carícias à sua barriga.
Para promover esta ligação recomenda-se:
  • Falar, sussurrar e até mesmo cantar para o bebé para ele se acostumar à sua voz e para promover um estado de relaxamento e tranquilidade no feto.
  • Tocar a barriga para sentir o movimento fetal e dar massagens e carícias suaves para interagir com o bebé.
  • Ouvir o seu coração através das ecografias na consulta para sentir-se mais próxima do bebé.
No entanto, é também normal e frequente que os sentimentos de vinculação profunda comecem sobretudo após o nascimento. Aliás, os vínculos familiares constroem-se todos os dias!
Existem algumas estratégias que podem favorecer este processo desde o primeiro momento da chegada do bebé a casa:
  • Estar à sua disposição. Papás e mamãs devem prestar atenção às necessidades e solicitações do seu bebé, não só nos seus cuidados como no tempo de brincadeira e lazer.
  • Estar próximo. Quando um bebé percebe a presença das pessoas que o cuidam sente segurança e proteção, por isso devem evitar-se as separações longas, sobretudo nos primeiros meses de vida.
  • Falar-lhe. O bebé reconhece as vozes familiares e é capaz de perceber os sentimentos e emoções que transmitem as palavras. É importante falar-lhe, cantar-lhe e fazer-lhe perguntas e sugestões.
Devem pautar as demonstrações de carinho: o bebé necessita de doses diárias de carinho, beijos, carícias e palavras de afeto para um desenvolvimento ótimo e saudável, e as rotinas como a alimentação, o banho ou o sono são situações adequadas para fortalecer a relação.
Veja mais aqui: http://www.janela-aberta-familia.org/pt/content/vinculacao-como-fazer-co...
 

Após o parto, a mulher está tão envolvida nos cuidados ao seu bebé e no seu papel de mãe que, por vezes, é natural que o seu companheiro se sinta excluído.

Nesta fase é importante o pai proporcionar apoio e tranquilidade à mãe, podendo partilhar as tarefas domésticas, envolvendo-se nos cuidados ao filho(a), não só para aliviar a carga de trabalho da mãe, mas também porque as interações pai-filho(a) têm um impacto direto sobre o desenvolvimento social e psicomotor da criança. Quanto maior for a sua participação melhor é a qualidade da relação que se estabelece entre ambos.

O papel do pai continuará a ser muito importante no futuro, pelo exemplo que dá aos filhos, pela forma como trata a mãe, pela noção de autoridade e disciplina que incute, pela disponibilidade, mas nunca será tão determinante para a mãe como nestas primeiras semanas após o parto.

Criar rotinas desde os primeiros meses de vida, associadas a rituais de higiene, alimentação ou interação afetiva - cerca de 15 minutos de “miminhos” antes de colocá-lo na cama.
Colocá-los no berço ainda acordados, para aprenderem a adormecer sozinhos.
Nos primeiros meses, o início do sono é geralmente ativo, com movimento dos olhos, a chuchar ou a emitir sons. Isto é normal.
Colocar no berço elementos que o vinculem ao sono, como certos bonecos, desde que sejam seguros e só utilizados para dormir.
As tomas noturnas de leite devem ser mais curtas e sem estímulos luminosos ou outros.
Respeitar as sestas (com horário razoável) nas crianças pequenas até aos 4-5 anos.
Devemos transmitir tranquilidade e segurança às crianças. Devem evitar-se bebidas de coca-cola, chocolate, café ou chá.
Não é recomendável que haja atividade física vigorosa antes de dormir.
O uso da televisão para adormecer ou a exposição a mais de duas horas por dia a um monitor são fatores que prejudicam o sono.
 

Nos primeiros meses de vida é muito importante assegurar as necessidades do bebé quer a nível de rotinas, alimentação, sono, etc., sendo importante assegurar o máximo de tranquilidade e promover o vínculo entre “mãe-bebé” durante essa fase.
Contudo, caso tenha mesmo de se ausentar, assegure-se de que informa o “cuidador”, a quem deixa o seu filho a cargo, das rotinas a que o seu filho tem sido habituado e detalhes da forma como o faz, alguns "truques" que já apanhou para o adormecer ou se já se apercebeu de algo em particular que funcione com ele para minimizar as mudanças nesses dias nos quais estará ausente. Será importante que o bebé se vá habituando a ficar com esse “cuidador” inicialmente por curtos períodos de tempo, de forma gradual, até ficar por um período maior de tempo.
Importa manter o mais possível o ambiente a que o bebé está já habituado. A questão da amamentação também é muito importante, caso esteja a amamentar, deve providenciar a retirada do leite e deixá-lo disponível para o seu bebé.
Com bom senso! Sobretudo que a “posse” da criança não se torne uma arma de arremesso, como tantas vezes se passa entre casais desavindos.
É muito importante que o filho não fique no meio do fogo cruzado das amarguras e questões mal resolvidas dos pais. Pois mais do que a instabilidade que possa estar implicada na mudança de residência que a guarda partilhada exige, mais grave serão as consequências da hostilidade entre o casal e/ou alienação parental. Uma criança tem direito a ambos os pais.
 
Relativamente às idades, não é regra mas não será adequado afastar um bebé da mãe muitas horas sobretudo antes dos 6 meses, sobretudo se estiver a ser amamentado. Se for mais velhinho, depende da adaptação da criança também, podendo sempre sair para passear um pouco com o outro cuidador, assegurando sempre o bem-estar físico e emocional para o bebé.
Mais importante do que as necessidades do educador, serão as necessidades do bebé que importa proteger, evitando grandes alterações na sua rotina. Deverá respeitar-se a necessidade dos bebés terem muitas horas de sono, da necessidade da criança se adaptar primeiro às pessoas, ao cheiro, às vozes, ao toque, sendo que nos primeiros meses a relação privilegiada é sem dúvida com a mãe. 

Lave as suas mãos antes de pegar no bebé e promova esta prática a todos os que a rodeiam, de forma a diminuir o risco de infeções.

O Banho do bebé é sempre um acontecimento importante. Proporciona conforto, troca de afetos entre os pais e o bebé e previne as infeções.

Pode dar banho diário ao seu bebé, a qualquer hora do dia. Evite fazê-lo antes e a seguir à mamada.

Na preparação do banho tenha em atenção alguns cuidados importantes:

  • Prepare antecipadamente todo o material e roupa que vai usar, abrindo previamente os botões ou molas.
  • Certifique-se que o ambiente do local está à temperatura agradável para o bebé (22-25º);
  • Deite na banheira em 1º lugar a água fria e depois a água quente, até cerca de 10 cm de altura. Verifique a temperatura da água com o cotovelo, com a face interna do pulso ou com termómetro (36,5º- 37ºC);
  • Use sabonete ou gel de banho com ph neutro, preferencialmente sem perfumes;
  • Coloque o braço esquerdo por trás das costas do bebé e segure-lhe o braço com a sua mão.
  • Com a sua mão livre lave o bebé, primeiro a face e a cabeça, depois o corpo, e por último o rabinho;
  • Seque o bebé sem o esfregar, com especial cuidado nas pregas;
  • Seque o coto umbilical com uma compressa, primeiro junto à pele e por último a mola que aperta o cordão. Mantenha-o sempre fora da fralda para o manter seco.
  • Se o coto umbilical tiver cheiro, deve ser limpo com compressa esterilizada embebida em álcool a 70º sem adjuvantes, seguido de secagem com compressa seca e esterilizada.
  • Após o banho pode cortar as unhas com tesoura própria, as dos pés cortadas a direito, e as das mãos, curvas.
  • Limpe as orelhas com toalha fina e não use cotonete, pois a cera dos ouvidos é uma proteção natural.
  • Use roupa de algodão junto ao corpo do bebé;
  • Evite roupa de lã com pêlo;
  • Lave a roupa do bebé antes de ser usada, com sabão ou detergente neutro sem perfume para bebé, e retire as etiquetas;
O primeiro mês de vida é a altura mais crítica na vida de qualquer criança, porque até essa idade os bebés estão mais susceptíveis e têm mais risco de apanhar infecções. É precisamente por esse motivo que se recomenda algum cuidado redobrado nessa altura.
No entanto, isso não quer dizer que os bebés não possam sair de casa. Podem e devem sair se o tempo permitir, mas deve-se sempre preferir espaços abertos aos espaços fechados.
Claro que não é proibido ir a um shopping ou hipermercado, mas durante o inverno em que há maior número de pessoas constipadas, a tossir e a espirrar, acho que faz muito mais sentido ir passear a um parque ou andar pelas ruas, porque é muito mais agradável e saudável.
O único cuidado é resguardar o bebé do frio, mas tirando isso não precisam de ficar fechados em casa, podem passear sempre que quiserem, sem grandes restrições.
Fonte: Hugo Rodrigues (pediatra) - http://blogpediatriaparatodos.blogspot.pt/ - 2016
  • Transporte o seu bebé em cadeira própria logo ao sair da maternidade.
  • No carro use cadeira aprovada, voltada de costas para o sentido do trânsito (até aos 3-4 anos de idade), corretamente instalada e fixa com os cintos do carro, no banco traseiro.
  • Deite o bebé sempre de costas, em cama própria com grades protetoras, com colchão firme adaptado ao tamanho da cama e sem almofada.
  • Coloque o bebé de maneira aos seus pés tocarem o fundo da cama, evitando que a roupa cubra a cabeça.
  • Na cama do bebé evite colocar brinquedos, almofadas, laços, fitas ou fios. Evite também colocar fitas ou fios à volta do pescoço.
  • O quarto deverá estar a uma temperatura amena à volta de 20ºC, não colocando fontes de calor junto à cama do bebé (o aquecimento excessivo é prejudicial ao bebé);
  • Não deixe o bebé sozinho no banho ou em cima da cama, da mesa ou do sofá sem proteções.

Todos sabemos o quão importante são para as crianças as brincadeiras, mas é igualmente importante que os brinquedos sejam seguros e adequados para a sua idade. Entre as características de um brinquedo para ser considerado adequado para a saúde do seu filho, estão:

  • Cumprir as norma de segurança da Comunidade Europeia, e ver se contém as instrucões de uso e as advertências necessárias, em caso de envolver algum risco.
  • Também deve ter uma qualidade adequada, que seja consistente com a idade da criança, e que permita um jogo mais criativo e que a criança possa tirar o máximo partido possível

Para além disso é muito importante ter em conta:

- O tamanho: o brinquedo deve ser suficientemente grande.

- Aparência: não se recomendam brinquedos que imitem a comida

- As peças: não deve ter peças que se desprendem facilmente

- O acabamento: não deve apresentar bordas afiadas

- Materiais: não são adequados os materiais pintados ou envernizados.

- Valores: recomendam-se brinquedos que não sejam sexistas, e que não incentivem o comportamento agressivo ou racista. Neste sentido, devemos ter especial cuidado com videojogos ou jogos de computador.

Antes de comprar um brinquedo, a primeira coisa a fazer é verificar se apresenta, de forma visível, o nome comercial ou a marca e o endereço do fabricante, o seu representante autorizado ou o importador dentro da União Europeia.

 

  • No 1º mês, o bebé poderá sair de casa mas deverá protegê-lo do frio, do calor intenso, da chuva e do vento.
  • Evite ambientes com muito ruído ou com fumo de tabaco. Este é muito prejudicial à saúde do bebé, e grande responsável pelo desenvolvimento de doenças respiratórias, otites, alergias, bem como para a ocorrência da síndrome de morte súbita.
  • Se o seu bebé não fez o “teste do pezinho” na maternidade, leve-o ao Centro de Saúde entre o 3º e o 6º dia;
  • O peso deve ser vigiado semanalmente até ao 1º mês;
  • A 1ª consulta deve ser agendada até aos 28 dias de vida, preferencialmente até ao 10º dia;
  • As consultas seguintes serão agendadas de acordo com o Plano Nacional de vigilância no 1º ano de vida (1º 2º, 4º, 6º, 9º e 12º meses).
  • Proceda à vacinação do seu bebé para o proteger de infeções graves. Na maternidade provavelmente já fez a BCG (vacina da Tuberculose) e a 1ª dose da Hepatite B. Aos 2 meses irá dar continuidade às restantes vacinas do Plano Nacional de Vacinação.

Recorra ao seu médico ou ao Serviço de Urgência se o seu bebé apresentar:

  • Temperatura rectal superior a 38ºC.
  • Prostração, gemido ou irritabilidade
  • Recusa em alimentar-se.
  • Vómitos ou fezes líquidas esverdeadas ou sanguinolentas
  • Convulsões
  • Manchas na pele tipo picada de alfinete que não desaparecem quando se pressiona com o dedo, ou nódoas negras de aparecimento súbito e agravamento progressivo.
  • Pele com palidez acentuada com tom acinzentado
  • O “bebé não parece bem”, etc.

Existe um conjunto de situações que podem ser confundidas com doença mas que geralmente são apenas alterações normais:

  • É normal o bebé perder peso nos primeiros dias, recuperando o peso de nascença cerca do 10º dia de vida;
  • Os soluços são frequentes na maioria dos bebés. Podem surgir com o frio ou no final da mamada pela dilatação do estômago e cedem espontaneamente.
  • O aumento de volume das maminhas é comum nos bebés recém-nascidos e desaparece espontaneamente ao longo do 1º mês sem qualquer tratamento.
  • As meninas podem ter uma secreção vaginal de cor branca ou mesmo sanguinolenta, o que é normal e desaparece em alguns dias;
  • Os meninos têm a fimose fisiológica (prepúcio cobre totalmente a glande), o que é normal, podendo manter-se até aos 6-8 anos. Não deve fazer retração do prepúcio pois é uma manobra agressiva e prejudicial.
  • A icterícia ou coloração amarela da pele do recém-nascido geralmente não é grave mas, se após a alta o bebé ficar muito amarelo ou continuar assim para além dos 15 dias de vida, deverá contactar o médico.
  • As fezes normais do bebé são habitualmente amarelas, pastosas, muito frequentes ao longo do dia e coincidentes com as mamadas;
  • As cólicas do 1º trimestre do lactente, ou choro vigoroso intermitente e inconsolável sem causa aparente, é uma situação comum que surge após a 3ª semana de vida e pode manter-se até ao 3º-4º mês. Ajude o seu bebé colocando-o ao colo de barriga para baixo fazendo uma leve pressão sobre o abdómen. A massagem do abdómen no sentido dos ponteiros do relógio e a flexão das pernas sobre o abdómen são manobras que também aliviam o bebé.
  • A regurgitação, ou seja o bolsar é comum na maior parte dos bebés;  

Para tratar a febre, se não for muito alta (menos de 39 °C no reto ou 38,5 °C na axila) e a criança não se sentir muito desconfortável, podem ser aplicadas apenas medidas físicas.
As medidas físicas procuram reduzir o excesso de temperatura sem usar medicamentos. Poderão ser usadas as seguintes:

  • despir as roupas em excesso;
  • tomar banho com água a menos um grau da temperatura corporal, cerca de 10 minutos, nunca em água fria;
  • dar muitos líquidos;
  • reduzir a atividade física e garantir que a temperatura ambiente é neutra, cerca de 22 graus.

Estas medidas geralmente dão resultado para febres baixas em doenças sem gravidade ou como complemento da medicação.
Se a febre for persistente, mais elevada ou mais desconfortável, poderão ser usados os chamados antipiréticos para a baixar. Lembre-se de ler bem os prospetos, considerando as doses e a frequência recomendada pelo seu médico.

O crescimento das crianças é actualmente definido em curvas de percentis, que muitas vezes são mal interpretados, causando grandes ansiedades aos pais.

O primeiro aspecto a clarificar é o que significam os percentis. São apenas medidas estatísticas que nos dizem qual a percentagem da população que tem um valor igual ou inferior.
Assim, partindo do princípio que uma criança tem um peso no percentil 25, isto não quer dizer que ela tem pouco peso, porque está abaixo do percentil 50. A única coisa que podemos concluir é que 25% da população de crianças saudáveis com aquela idade tem um peso igual ou inferior ao dessa criança.
O aspecto mais importante relacionado com as curvas de percentis é a evolução dos valores ao longo do tempo, ou seja, se os valores todos fazem uma curva semelhante à do gráfico. Um valor isolado dá muito pouca informação para tirar conclusões...
Deste modo, o percentil 10 não é pior do que o 50, tal como o 90 não é melhor ainda, pois são apenas medidas estatísticas. Dizer que uma criança é baixa ou magra só porque tem um percentil inferior ao 50 é muitas vezes um erro e é fundamental passar esta mensagem.
Apesar de o mais comum ser quantificar em termos de percentis apenas o peso, comprimento e perímetro cefálico, quase tudo se pode avaliar dessa forma. Alguns exemplos incluem: tensão arterial, índice de massa corporal, envergadura, tamanho do pénis, perímetro abdominal, ...
Se o seu filho apresenta uma descida nos seus percentis ao longo do tempo, vale a pena discutir esse assunto com o médico assistente. Na maior parte das vezes não terá grande significado, particularemente se só descer um percentil, mas se a criança cruzar 2 percentis (passar do percentil 75 do peso para o 10, por exemplo) é preciso mais cuidado na abordagem, porque nesses casos já pode fazer falta fazer algum tipo de investigação. Se não perguntar ao médico, vai ficar a pensar nisso eternamente, o que não é benéfico para si, para o médico e muito menos para o seu filho!
Fonte: Hugo Rodrigues (pediatra) - http://blogpediatriaparatodos.blogspot.pt/ - 2015

Sindroma de morte súbita do lactente

O Sindroma de morte súbita do lactente é a morte súbita e inexplicada de um bebé durante o primeiro ano de vida.

- Para o prevenir, os bebés devem dormir sempre de costas! O risco aumenta muito se os bebés dormirem de bruços, sendo que dormir de lado não é tão seguro como de costas. Comprovou-se que, quando deitados de costas, os bebés não bolsam nem aspiram mais o vómito do que se estiverem noutra posição.
- Não deixe ninguém fumar no ambiente que o seu filho respira - quarto, casa, carro ou onde quer que ele permaneça.
- Para além das recomendações acerca das grades referidas anteriormente (a cama do bebé deve ser de grades, com pelo menos 60 cm de altura e no máximo 6 cm entre as grades), a cama não deve ter arestas nem qualquer saliência onde possam ficar presos os botões da roupa do bebé ou qualquer outro adereço.
- O colchão deve ser firme e estar bem ajustado ao tamanho da cama.
- A roupa da cama não deve cobrir a cabeça do bebé. Deite-o com os pés tocando o fundo da cama para que não escorregue para debaixo da roupa da cama.
- Dentro da cama, não devem existir almofadas ou brinquedos.
- Não durma com o bebé na sua cama.
- Vista o bebé de forma a que fique confortável e não demasiado aquecido, pois o risco de Sindroma de morte súbita do lactente pode estar associado ao aquecimento excessivo. Verifique a temperatura colocando o dorso da sua mão na nuca ou na barriga do bebé. A temperatura ideal do quarto deverá estar entre os 18-21ºC.

Não se sabe muito bem porque alguns bebés têm a "crosta láctea" que é caracterizada pelo aparecimento de escamas gordurosas e amareladas na pele, sobretudo no couro cabeludo e por vezes noutras partes do corpo como nas pestanas e sobrancelhas. Faz lembrar a caspa dos adultos mas não tem nada a ver com o assunto. No fundo é apenas causada pela pele ser muito gordurosa, devido a ter glândulas chamadas de "sebáceas", que podem produzir demasiada gordura e inflamarem.
Geralmente desaparece sem qualquer problema mas, se for muito visível aconselha-se as seguintes medidas em casa:
1º Não retirar as crostas com a unha pois isso pode provocar mais inflamação;
2º Evitar o calor e a transpiração sobretudo na cabeça;
3º Aplicar o óleo de amêndoas doces (ou outro óleo amolecedor de origem vegetal) cerca de 30 min antes do banho e, depois, quando vir que as crostas já estão mais amolecidas, lave suavemente o couro cabeludo (as crostas devem soltar-se naturalmente e não serem forçadas com a unha, como já referimos);
4º Depois do banho poderá continuar a por um pouco de óleo para deixar amolecer e hidratar a pele até ao próximo banho.
 
Se as crostas ficarem mais inflamadas (ou seja, mais vermelhas) ou derem comichão ao bebé deverá pedir ajuda ao médico. Geralmente os tratamentos médicos baseiam-se em cremes ou loções que podem ter um pouco de corticóide e até antibiótico para desinflamar e tratar a infecção que a pele já tenha.
Felizmente é uma situação tratável e sem gravidade.
Esta é uma área da Pediatria cuja oferta é enorme. Existem cremes para todos os gostos, mas é importante realçar alguns aspectos.
O primeiro é que todos os cremes, por melhores que sejam, contêm substâncias estranhas ao organismo (produtos químicos), particularmente aqueles que contêm perfumes.
O segundo é que a capacidade que eles têm de evitar a perda de água da pele é tanto maior quanto mais gordo o creme seja.
 
Sendo assim, eu penso que o ideal é escolher um creme sem cheiro (para peles atópicas), mesmo que o seu filho não tenha nenhum tipo de risco alérgico. Muitas vezes os pais procuram o "cheirinho de bebé", mas esquecem-se que estão a sobrecarregar a pele com químicos desnecessários.
Outro ponto que eu considero importante é que a maior parte dos bebés não têm pele desidratada, pelo que não me parece que seja necessário colocar creme hidratante todos os dias. Assim, julgo que só vale a pena fazê-lo se o seu filhote estiver claramente com pele seca ou se lhe quiser fazer uma massagem, porque de resto não é preciso andar a "besuntá-lo" sempre depois do banho (lembre-se que o seu filho bebe uma quantidade muito grande de líquidos).
O mesmo princípio se aplica para a zona das fraldas, pois só deve colocar creme no "rabinho" se ele estiver vermelho. Se estiver bem, não precisa de colocar nada.
Como conclusão, penso que a principal mensagem é a de que não há necessidade andar a pôr cremes aos bebés por rotina, apesar de esse ser já um hábito bastante enraizado na nossa cultura...

Fonte: Hugo Rodrigues (pediatra) - http://blogpediatriaparatodos.blogspot.pt/ - 2012